10/12/2013

“Semiótica”, livro do artista baiano Bel Borba, reúne 800 imagens dos mais diversos temas

Todas as gravuras de décadas de inspiração do artista plástico baiano, Bel Borba, foram reunidas em um único livro, intitulado “Semiótica”. A obra é composta por mais de 800 gravuras, divididas por capítulos com o objetivo de concentrar a singularidade dos traços do artista, dando maior dinamismo e riqueza à publicação. Entre os temas capitulados estão esculturas, capoeira, urbanóides, família, rostos, engenhocas, paisagem, mar, pessoas, gestos, eróticos, feminino, bichos e plantas, étnico e inimaginário.

A obra, patrocinada pelo Grupo LM, foi lançada no dia nove de dezembro em um evento realizado para convidados e parceiros, no restaurante Casa de Tereza, localizado no bairro do Rio Vermelho. Segundo a sócia-diretora do Grupo, Aurora Mendonça, fomentar a cultura baiana já se tornou parte das diretrizes da instituição. “Estamos muito orgulhosos em poder fazer parte do lançamento de mais uma obra que traz o melhor dos nossos artistas. “Semiótica” é um convite à arte na sua essência, é inspirador e contempla as multifacetas da criativa mente de Bel”, afirma Aurora.

Para os que pretendem mergulhar na arte do intenso e contemporâneo artista e sentir de perto a magnitude das suas obras é crucial a leitura dos textos que dão início ao livro.  Em um deles, assinado pelo próprio pintor e escultor, ele relata sobre o significado da pintura e sobre os motivos que o inspira a criar “a serviço do homem e da vida contemporânea”. “Captando o instante, às vezes me sinto como mosqueteiro, com o poder de vida ou morte sobre o traço, com objetividade caligráfica. É como se um desenho justificasse o outro e legitimasse o próximo. Não é assim que se materializa uma obra?… Uma imagem vale por mil palavras e uma boa ideia vale por mil imagens”, descreve o autor em um dos parágrafos do texto

Para o doutor em Comunicação e Semiótica, Cid Ávila, a obra do arista baiano, Bel Borba: “Semiótica”, convoca às pessoas a ressignificar seu próprio repertório “no confronto com a fatura poética do artista e com as referências semióticas que dela emergem”, descreve Cid.

Este é o terceiro livro confeccionado e patrocinado pelo Grupo LM, o primeiro foi Cairu – Cidade do Sol, com fotos inéditas de Rui Rezende, em 2011. No ano seguinte, uma parceria com o Instituto Carybé resultou no lançamento do único conto escrito pelo artista e nunca publicado, nomeado Iaba.

Fonte: Comunicativa.

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